A memória opera com grande liberdade escolhendo acontecimentos
no espaço e no tempo, não arbitrariamente, mas que se relacionam
através de índices comuns. São configurações intensas
quando sobre elas incide o brilho de um significado coletivo.
Ecléia Bosi
Considerando que o PatrimônioCultural seja uma forma materializada de memória e que esta memória estabelece uma“ligação” entre os homens através de seus suportes “materiais ou virtuais”, o movimento de evocação de lembranças vão sendo reiteradas no cotidiano. Nesse sentido, percebe-se a estreita relação existente entre o tempoe a memória, entre o passado e o presente, onde a memória só existe na medida em que aquele que se lembra consegue se sentir afetivamente ligado no presente a uma vivência do passado. Existem mecanismos que nos possibilitam evocar determinadas lembranças, esses mecanismos é o que chamamos de suportes de memória, esses suportes apresentam-se em forma “material”, através de imagens,objetos, lugares, “monumentos”, entre outros, bem como de forma “virtual”,através dos sentidos, como o olfato e o paladar. Grosso modo, a memória necessita de estímulos para que certas lembranças possam vir à tona. (...) Apesar de que a ideia de patrimônio “perdura desde a Revolução Francesa como modo de reprodução das mentalidades coletivas”,tanto sua representatividade quanto os valores que lhes são atribuídos não mais se sustentam pela “simples” necessidade de sua preservação, atualmente, o desafio volta-se para uma atividade permanente de ressignificação dessas representatividades, não por acaso, o próprio conceito de “Patrimônio”modificou-se ampliando o sentido não mais restrito ao simples desejo de colecionar coisas, mas potencializando a constituição de novos patrimônios.
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