terça-feira, 11 de setembro de 2012

Trinta e um...

                                                                                                                         Déborah Coimbra Nuñez

Eu não me considero a "ultima bolacha" do pacote,mas estou bem longe de ser a útima opção de alguém.
Dou valor a quem me valoriza, valorizo aquilo que admiro e busco ser melhor a cada dia...
Não sou candidata nem pretendo me candidatar a santidade, na minha condição de ser humano sei que cometo erros e procuro com afinco aprender com eles, por isso eu me perdôo.
Reconheço meus limites e sei que alguns deles talvez eu nunca consiga superar,mesmo assim eu sigo a adiante, com vontade, com força, com tropeços e acima de tudo com gratidão, por tudo que tive, que tenho,que vivi, que aprendi e por permanecer em mim a capacidade de sonhar, de desejar, de amar a mim mesma e aqueles que direta ou indiretamente compartilham dessa minha jornada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PATRIMÔNIOS E MEMÓRIAS: REPRESENTATIVIDADES EM MOVIMENTO.

Déborah Coimbra Nuñez


A memória opera com grande liberdade escolhendo acontecimentos
 no espaço e no tempo, não arbitrariamente, mas que se relacionam
através de índices comuns. São configurações intensas
quando sobre elas incide o brilho de um significado coletivo.
Ecléia Bosi


Considerando que o PatrimônioCultural seja uma forma materializada de memória e que esta memória estabelece uma“ligação” entre os homens através de seus suportes “materiais ou virtuais”, o movimento de evocação de lembranças vão sendo reiteradas no cotidiano. Nesse sentido, percebe-se a estreita relação existente entre o tempoe a memória, entre o passado e o presente, onde a memória só existe na medida em que aquele que se lembra consegue se sentir afetivamente ligado no presente a uma vivência do passado. Existem mecanismos que nos possibilitam evocar determinadas lembranças, esses mecanismos é o que chamamos de suportes de memória, esses suportes apresentam-se em forma “material”, através de imagens,objetos, lugares, “monumentos”, entre outros, bem como de forma “virtual”,através dos sentidos, como o olfato e o paladar. Grosso modo, a memória necessita de estímulos para que certas lembranças possam vir à tona. (...)  Apesar de que a ideia de patrimônio “perdura desde a Revolução Francesa como modo de reprodução das mentalidades coletivas”,tanto sua representatividade quanto os valores que lhes são atribuídos não mais se sustentam pela “simples” necessidade de sua preservação, atualmente, o desafio volta-se para uma atividade permanente de ressignificação dessas representatividades, não por acaso, o próprio conceito de “Patrimônio”modificou-se ampliando o sentido não mais restrito ao simples desejo de colecionar coisas, mas potencializando a constituição de novos patrimônios.  

Para acessar o texto completo enviar e-mail para: deborahcnunez@gmail.com

quinta-feira, 10 de maio de 2012

RASCUNHANDO MEMÓRIAS: FRAGMENTOS DE UMA TRAJETÓRIA.


(...)
Como proposta de atividade da oficina “Experiência e Vida”, (...), foi solicitado que preparássemos um escrito sobre nossa história de vida com foco em nossa formação (trajetória), ainda assim, pontuou-se que: “a história deveria ser narrada não como uma cronologia, mas como um enredo que levou cada um de nós a especialização e o que consideramos  importante em nosso processo formativo”.   
Nesse sentido, poder narrar minha trajetória sem a obrigação de seguirmos uma cronologia foi uma agradável surpresa, pois, se essa narrativa deve ser construída a partir de memórias, a não linearidade do enredo constitui-se para mim algo praticamente inevitável.  
Assim, pelos “ossos do ofício” (enquanto historiadora) acredito que o passado só pode ser “verdadeiramente” significado a partir daquilo que nos faz sentido no presente, por isso, optei por iniciar este trabalho partindo de minha formação acadêmica atual.    
Outro ponto que quero destacar, a princípio, refere-se à minha incapacidade de definir a "formação" na dicotomia: “pessoal x social”.Considero que o conhecimento é construído pelo conjunto de coisas, pessoas e momentos que despertam em cada indivíduo sensações e interpretações singulares de afinidade, repúdio e/ou indiferença.      
Assim, acredito que nossa formação se dá a partir dessa correlação entre o psicológico, o social, o físico, o cultural, entre pessoas, coisas, sentimentos e oportunidades.
Pretendo apresentar nessas minhas lembranças algumas pessoas, coisas, lugares e pequenas sutilezas que acredito estarem diretamente ligadas à minha escolha profissional enquanto Professora (Educadora), Historiadora e Pesquisadora de Patrimônios e Memórias.    

Para acessar o texto completo enviar e-mail para: deborahcnunez@gmail.com